VOLVO C30 T5 – Um ótimo carro pelos motivos errados?!

Eis um hatchback que sempre me perguntam muito a respeito.

Fui proprietário de um Volvo C30 T5 e já faz alguns anos desde que me desfiz do carro. Minha conclusão sobre o tempo que passei com o carro é bem simples: surpreendente positivamente, mas pelos motivos errados!

Em meados de 2008, contemplava trocar de carro. Como muitos da minha faixa etária, era mais um órfão do ótimo Audi A3 1.8 Turbo, que deixou de ser produzido em 2006. Gostava muito do Audinho, tinha tido muitas alegrias com ele, afinal de contas, tinha sido meu primeiro carro divertido!

Tendo em vista todas as memórias e o legado do A3zinho nacional, parti em busca do seu sucessor. Comecei a olhar mercado e as seguintes opções “pipocaram”: Mini Cooper S, Audi A3 2.0 TFSI DSG, BMW 130i, Subaru Impreza WRX e o Volvo C30 T5.

O Mini Cooper S acabou se tornando uma carta fora justamente pela falta de representação oficial da marca no Brasil em 2008. O BMW 130i foi de longe o carro mais apaixonante, mas, na época, custava acima dos 200 mil reais, ou seja, muito dinheiro para um carro que seria utilizado todos os dias sem restrição. O Subaru tinha uma pegada esportiva fenomenal (até demais), mas não via no carro muita utilidade para o dia a dia, apesar do modelo 2008 ter se tornado muito mais civilizado em comparação à geração anterior.

Tinham me sobrado duas opções: a nova geração importada do Audi A3 e o Volvo C30 T5. No “frigir dos ovos”, o atendimento da concessionária Volvo (entusiasmada em promover o recém-lançado C30) e o desconto comparado ao valor do A3 acabaram me fazendo optar pelo modelo sueco (eram quase 30 mil reais a menos que o alemão e ainda ganhei da volvo a opção de customizar o meu kit “semi” R-design – o famoso body kit, que até alguns anos atrás era vendido como opcional e que agora virou uma verão R-design propriamente).

Feita a escolha, foram quase dois anos de muita felicidade e algumas frustrações.

O CARRO

ASPECTOS POSITIVOS

Os primeiro modelos de C30 com a motorização T5 – um motor 2.5 com 5 cilindros turbo – vieram com 220 cvs (geralmente 2007/2007); o segundo lote (2007/2008) já veio com 10 cvs a mais, totalizando 230 cvs. Junte a isso uma quantidade considerável de torque de 32,5 Kgfm de torque. Você podia optar por uma caixa manual de 6 velocidades (hoje, extinta para o mercado brasileiro) ou automática geartronic de 5 velocidades.

O visual interno do carro era novo, moderno e diferente! O console central era uma placa de aço escovado vazado no meio do painel – diferente de tudo e todos os outros modelos! Tudo muito bem acabado, com botões muito agradáveis ao toque. O revestimento da direção com muita atenção aos detalhes.

Os bancos revestidos com couro da melhor qualidade, com um design muito bonito e incrivelmente confortáveis. Ajustes eletrônicos de posição e um espaço interno fenomenal para o motorista e o passageiro ao lado! Que carro gostoso de passar horas dentro! A posição de dirigir era simplesmente excelente, próxima ao piso do carro (o que levaria qualquer um a crer que o carro tem uma legítima estirpe esportiva).

O sistema de som Dynaudio era simplesmente excelente e ensurdecedor! Juro que no tempo que eu passei com o carro eu devo ter comprometido minha audição consideravelmente!

Mas o melhor ainda estava por vir – o design externo do carro!!!!!

Pieguices e coincidências à parte, por uma fatalidade do destino, quando o carro chegou, o filme dos “vampiros” (Crepúsculo, se não me engano) tinha acabado de sair e o carro do protagonista era justamente um Volvo C30 T5. Da noite para o dia, sair de C30 naquela época era chamar atenção por onde passava, muitos tiravam fotos etc. Cansei de ser zoado por alguns amigos, rs.

No entanto, acredito que mesmo que o filme não tivesse existido, o impacto teria sido semelhante. O Volvo C30, seja qual for a versão, é um carro de design inspirado. O visual mescla hatchback com coupé esportivo. A traseira era algo jamais visto na categoria. O carro só tem versão duas portas, o que favorece mais ainda o visual agressivo.

O visual do Volvo C30, embora ousado, no entanto, foi uma relação amor e ódio. Ouvi de muitos que o carro era horrível e de outros que era maravilhoso. Eu me enquadro no segundo grupo. De fato, parando para pensar, acho que foi a razão preponderante da minha escolha em detrimento do Audi A3 2008, que tinha um visual que mesclava hatchback com… uma “peruinha”.

Outro ponto que me agradou muito foram os bancos traseiros. Apesar do carro ser um um hatch duas portas, dois adultos de dimensões razoáveis conseguem se sentar atrás. Os bancos traseiros não decorativos. Não bastasse isso, a Volvo teve a preocupação de conferir espaço para a cabeça de quem vai atrás, pois há um ligeiro ressalto na cobertura interna do teto do carro. Ademais, os bancos partilham do mesmo revestimento e conforto dos bancos dianteiros. Obviamente, o acesso não é dos mais fáceis, mas, uma vez lá, não vai ser uma tortura viajar no banco traseiro do C30.

Por último, em termos de aspectos positivos, preciso mencionar o BLIS – Blind Spot Information System, que nada mais é do que um sistema que avisa o motorista que há algo no ponto cego do veículo. Algo altamente útil em uma Cidade como São Paulo, permeada por um “enxame” de motoboys nos corredores das grandes avenidas.

Entretanto, quando chovia o sistema entrava em pane por algum motivo sórdido e a menor gota de chuva indicava a existência de algo no meu ponto cego. Tirando isso, nos dias e noites sem chuva, o funcionamento foi impecável!

ASPECTOS NÃO TÃO POSITIVOS…

Mas, como tudo nessa vida, uma hora a fase passional passa e você começa a analisar mais friamente o produto que você tem nas mãos. Quando comprei o Volvo C30 T5 eu esperava mesmo que todos os números de torque e potência fossem refletidos em um comportamento apimentado – um legítimo hot hatch!

Porém, conforme os meses foram passando, cada vez mais eu chegava a seguinte constatação: como carro esportivo puramente, o C30 T5 era um ótimo carro confortável! Contraditório? Com certeza! A sensação que eu sempre tive do carro é que era “castrado” na versão automática. A versão manual parecia outro carro em termos de desempenho, tamanha a diferença.

Eu devia ter desconfiado dessa característica adversa do carro com câmbio automático quando estranhei a ausência de “borboletas” atrás do volante. Recordo-me como se fosse ontem quando fui fazer o primeiro test-drive e fiquei que nem uma criança procurando os “paddles”. Na época, não dei muita importância, afinal, estava embriagado pelo aspecto geral da novidade.

Realidade seja dita, embora o C30 T5 tenha 230 cvs e 32,5 Kgfm de torque, o carro não transpira esses números em performance. Por horas, tentei descobrir a razão disso, até que comecei a prestar atenção no câmbio automático Geartronic. Nesse momento, as coisas começaram a fazer sentido.

A verdadeira constatação mesmo foi quando encontrei com um amigo em um evento fechado e tive a chance de alinhar o C30 T5 Automático contra o A3 2008 (até então, minha escolha renegada). No papel, tudo me dizia que o Volvo teria condições de andar mais rápido.

Saindo da imobilidade, por alguns instantes, achei que tinha levado a melhor, afinal, o torque e cavalaria maiores, com mínimo lag da turbina, me deram a vantangem, mas tinha um câmbio de dupla embreagem do Audi entre eu e a vitória, e o A3 passou por mim sem tomar conhecimento. Depois, fizemos um “rolling start” e a situação só piorou para o Volvo.

Dias depois, peguei uma estrada com o carro e descobri ao engatar a quinta marcha a acelerar forte que a resposta era letárgica! Constatei que a singela quinta marcha era tão-somente um overdrive, ou seja, um recurso para poupar combustível.

Esse era o problema! O câmbio automático geartronic de 5 velocidades tem um escalonamento muito longo e apenas as 4 primeiras marchas são para desempenho. Junte-se a isso que o câmbio não tem as respostas mais rápidas do universo, muito pelo contrário, ele é calibrado para o conforto. Se por um lado isso era ruim, para fazer longas viagens ou andar no dia a dia, era extremamente confortável.

Apesar deste aspecto polêmico das esportividade do câmbio, eu preciso admitir que em termos de chassi e acerto de suspensão o C30 T5 era excelente. O chassi era bem rígido e a suspensão consegue um equilíbrio muito bom entre conforto e esportividade.

A direção, apesar de elétrica, ficava rígida à medida que a velocidade aumentava, mas o que eu mais gostei foi a resposta. Todos sabem que eu sou um crítico enfático deste tipo de sistema elétrico, pois acho que limita demais as sensações ao volante – o carro vira, mas você segura a direção com uma mão se quiser… os pneus cantam, mas a direção está totalmente anestesiada. Porém, no caso do C30 T5, as sensações obtidas ao volante nas curvas mais fechadas eram muito boas, realmente era possível saber o que estava se passando com o eixo dianteiro do carro. O único defeito da direção, na minha opinião, era o seu diâmetro, extremamente grande para um carro que pretende transpirar esportividade.

Esse conjunto direção, suspensão e chassi fazem o C30 T5 ter um limite de aderência impressionante. Dificilmente eu conseguia fazer o carro sair dos trilhos e, mesmo nas situações de maior entusiasmo, a correção era incrivelmente suave.

Aliás, isso me traz a um segundo aspecto onde me surpreendi pelos motivos errados.

Volvos são conhecidos como os carros mais seguros do mundo. Isso não é novidade para ninguém, mas quando você está fazendo um carro com uma proposta mais esportiva, você espera que alguns anjos-da-guarda eletrônicos sejam um pouco mais relapsos do que em um carro de família, afinal, o carro tem que ser mais arisco e comunicativo que um modelo mais comum.

Mas, quando o assunto é Volvo, é como se o carro fosse uma mãe cuidando de um recém-nascido. Vamos falar dos freios do Volvo C30 T5! Como já disse em outro texto, os freios devem ser altamente comunicativos, ou seja, passar a exata sensação de onde o carro vai parar e de quanta força você tem que aplicar ao pedal.

No caso do C30 T5, deve existir algum tipo de sensor no pedal, pois o carro, ao menor sinal de uma freiada mais forte, estanca o carro sozinho e trazendo à imobilidade de maneira súbita. Ou seja, o computador deve entender que uma colisão vai acontecer, e não que uma curva fechada se aproxima no horizonte! Bacana mesmo, imagine você em um track-day, a curva chegando, ponto de frenagem logo ali, você sobe no freio e… toma uma pancada na traseira, afinal, a mãe-volvo não quer ver nada de ruim acontecendo (isto é apenas um cenário hipotético). Esse zelo excessivo pela minha pessoa fez com que meu carro comesse pastilhas de freio em tempo recorde, era só acionar o pedal de freio mais rapidamente e pronto!

Uma curiosidade interessante: na maioria dos carros, ligar e desligar o controle de tração e estabilidade é, geralmente, um procedimento simples, um botão no painel… claro e simples… Mas não no caso do Volvo C30 T5! Foram alguns meses até que eu descobrisse onde eu desligava as salvaguardas eletrônicas. Era necessário entrar no computador de bordo, ir na seção do controle, apertar e segurar RESET! COMO SERIA POSSÍVEL DESCOBRIR ISSO SEM ALGUM TUTORIAL!!!??? Não me recordo de encontrar nada a respeito no manual – simplesmente Volvo!

CONCLUSÃO

Passados todos esses contratempos, eu pensava que a medida que o tempo passasse minha frustração aumentaria, mas, pelo contrário, comecei a apreciar o C30 T5 automático pelo que o carro realmente era – um excelente carro, confortável e com bom motor. Juro para você, leitor, até hoje eu tenho saudades do conforto, da posição de dirigir e da durabilidade do volvo. Que carro gostoso para viajar. O sistema de som era ótimo. O carro era extremamente seguro (em nenhum momento nos quase dois anos com o carro eu tomei algum susto).

Obviamente, o carro comportava no máximo 4 pessoas e o porta-malas era inexistente, mas o cabine do carro era um lugar muito legal para passar um tempo dentro. Pegar trânsito era algo muito mais tranquilo do que em qualquer outro carro que eu tive.

Se você realmente procura uma “pegada” mais esportiva e animada ao volante, eu sugeriria procurar outros concorrentes, mas se você procura um carro com uma boa performance, visual futurista e excelente “all-arounder”, o C30 T5 automático é ótimo nessa proposta.

Hoje em dia, um Volvo C30 T5 automático 2008 é um carro de cerca de R$ 60-65 mil reais. Sejamos sinceros, tamanha desvalorização tem uma razão: o histórico da marca no Brasil. Infelizmente, na década de 90, Volvo no Brasil era sinônimo de manutenções caríssimas e falta de peças. Porém, se me perguntassem sobre a durabilidade do meu carro especificamente, eu diria que foi ótima. Foram dois anos sem nenhuma dor de cabeça.

Recentemente, a rede de autorizadas da marca aumentou bastante com a Eurobike e Autostar, mas, ainda assim, a mancha do passado continua. Eu mesmo fui sempre muito bem atendido na Vocal, a concessionária mais tradicional da marca. Porém, quando fui oferecer meu carro na troca, ouvi propostas indecorosas de muitos lojistas (mas, até aí, hoje em dia, qual carro não recebe proposta indecorosa, não é?).

Hoje em dia, o Volvo C30 T5 passou por um facelift e tem 3 versões – uma de entrada, uma top e a R-Design. O carro na versão R-Design é simplesmente lindo (na minha opinião). O facelift trouxe uma série de novos detalhes para o C30, mas o mais relevante mesmo é o conjunto dianteiro, totalmente diferente dos primeiros modelos.

Se me perguntassem se eu teria o carro novamente, eu não saberia dizer. Talvez, tendo em conta o atual estado de nossas ruas e os longos tempos passados em congestionamentos, eu diria que é uma ótima opção para quem quer um carro com desempenho razoavelmente ágil com uma dose bem grande de conforto. É charmoso, é diferente e é um ótimo carro, razões estas que bastam para muitos.

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20 comentários sobre “VOLVO C30 T5 – Um ótimo carro pelos motivos errados?!

  1. Na minha cidade há carros desse mesmo modelo de 41 – 55 mil. Verifiquei ambos e tem ótima procedência. Essa é justamente a faixa de preço que pretendo desembolsar pra comprar o carro do meu garoto de 18 anos. É o carro que você indicaria pra essa faixa etária ?

  2. T5? Nem pensar. É muito motor para um rapaz de 18 anos tirando carta agora. Por mais seguro que o C30 T5 seja, é muita força – são 230 Cvs e 32,5 Kgfm de torque. Eu miraria no 2.4 com 170 Cvs ou, até mesmo, no 2.0, que tem mecânica completa do Focus (considerando que é carta recém-tirada e que infelicidades podem acontecer, a mecânica ford é mais fácil de arrumar).

  3. Este carro me chama muita atenção, mas tenho receio de cair no mesmo erro que cometi com um Mercedes Classe A190 e um Chrysler PT Cruiser. Antes de ter estes dois carros, eu tinha um Land Rover Freelander 2003 esbanjando conforto ao dirigir. Detesto carro com suspensão batendo, pulando e com barulhos internos. Motivo principal da troca do meu belíssimo A190, quase igual a zero km, pelo PT Cruiser que com 25mil km vivia mais em oficina que nas ruas, me dando um prejuízo de 10 mil em pouquíssimos meses. Hoje tenho uma Freelander 2009, esbanjando mais conforto ainda e com muito mais desempenho. Cogito a hipótese de ter um carro menor para o dia a dia. Gosto muito deste Volvo e o preço dele está bem razoável (2008/2010). Estou estudando bastante sobre o C30, mas preciso saber se vou ser feliz dirigindo um, já que trafego pelas ruas de SP como se fossem nuvens com a Freelander.
    Obrigado.
    Stan

  4. Boa noite, ou melhor, bom dia!!! Muito bom seu texto, principalmente porque descreve com clareza e exatidão o modelo em referência. Posso dizer isso pelo simples motivo de possuir um igual e gostar dele tanto quanto você gostou do seu. Forte abraço. L. Padroni

  5. Vendi o meu por culpa da Volvo, que desrespeita o consumidor Brasileiro. Eles agendam a manutenção de 10.000 em 10.000 KM enquanto no manual indica 20.000. Não bastasse isso, eles indicam a troca da correia dentada com 60.000KM, em conluio com a Volvo do Brasil que adulterou o manual do carro ao “tropicalizá-lo”, posto que nos EUA, mesmo no Texas, mais quente que aqui (único motivo possível de diminuir a durabilidade da correia dentada), a troca é feita nas 100.000 MILHAS (ou sja, lá pelos 160.000 KM)… Enfim: cobram uns R$ 3.000 pra trocar algo que não precisa só para ROUBAR os proprietários… As pastilhas de freio, mesmas do Focus, e, no Brasil, são fabricadas pelo mesmo fabricante, na Volvo são vendidas à R$ 450 o par dianteiro, na Ford a R$ 200 exatamente a mesma pastilha e no mercado paralelo por R$ 120 uma que é superior à ambas… Não dá para continuar na marca, não é? Imagina o que não fazem com os donos dos mais modelos mais caros? Volvo do Brasil É UMA VERGONHA. Até a Hyundai, com seu histórico de propagandas enganosas, respeita mais o consumidor!

    1. Felipe, as revisões pesadas são de fato a cada 20mil km, mas eles agendam um chekc-up de 10 em 10mil km pois o carro não pode rodar 20mil km sem sequer trocar o óleo, necessidade que a maioria dos compradores de carro 0km (como você) desconhece.

      Sobre a troca da correia com 100mil milhas nos EUA: Lá todo veículo faz trocas de correias com intervalos mais longos, pois o veículo é menos exigido e sofre menos contaminação por poluentes. Os planos de manutenção para os veículos vendidos no Brasil PRECISAM sofrer adaptações para nossas péssimas condições de rodagem, senão o veículo vai QUEBRAR. 60mil km é uma quilometragem quase padrão para troca da correia dentada aqui no Brasil, porém alguns carros populares (que comumente são usados de forma mais severa) teem a troca da correia dentada recomendada no manual para 30 ou 40mil km. E olha que tem correia que não aguenta os 30mil km dependendo da contaminação. E outro detalhe: O plano de manutenção do C30 nos EUA recomenda a inspeção da correia dentada a cada XX mil milhas, e a troca é antecipada dependendo da necessidade. Experimente tentar rodar 170mil km sem trocar a correia dentada no Brasil. Mais um exemplo: Você sabia que o C30 nos EUA não possui filtro de combustível externo como o nosso? Lá a gasolina é tão pura que não necessita desse filtro adicional. Por esses e outros motivos os carros e os planos de manutenção são adaptados as peculiaridades de cada país. Todas as fabricantes fazem isso.

      Sobre a pastilha de freio, as do C30 T5 são importadas enquanto as do Focus fabricadas aqui, não são as mesmas.

      Sinceramente acho que você não estava preparado para ter um carro premium, mais sorte na próxima vez com um Audi (obrigatório revisão semestral para manter a garantia) ou um BMW (trocas de óleo a cada 4mil km de uso urbano).

      Abraço!

      1. Michel, não gostaria de entrar em um debate, mas acho que você não precisava ter tirado conclusões precipitadas sobre o meu nível de conhecimento sobre carros e mecânica em geral, nem também sobre meu nível econômico, ou que carro eu posso ter ou não. Meu carro atual, por exemplo, é uma BMW 130i, com 265 cavalos, muito superior ao C30, cujas pastilhas traseiras custam R$ 1750 o par na concessionária, mas comprei sabendo disso. O C30 comprei sabendo que a manutenção corriqueira era barata, uma vez que suas peças são quase em sua totalidade as mesmas do Focus. A pastilha é EXATAMENTE a mesma. Compre uma na FORD e outra na Volvo (por quase o triplo) e compare.

        Quanto a troca de óleo, bom, eu colocava sempre óleo bastante superior ao que colocariam na concessionária da Volvo, também 5W30 totalmente sintético, mas com classificação API superior. E, obviamente não esperava nem 10.000KM para trocar, pois sempre troco, em meus carros de maior potência (o carro do dia a dia é outra história) com 7.000KM, sempre trocando também o filtro.

        Em relação à correia dentada sou obrigado a apontar um enorme erro em seu raciocínio: a correia dentada não sofre qualquer desgaste à mais ou à menos por sofrer mais/menos contaminação por poluentes… Quais poluentes seriam? A qualidade do nosso ar? O carlor do Brasil? Meu amigo, o Volvo C30 tem o mesmo plano de manutenção nos EUA, na Europa, nos Emirados Árabes, em Portugal, no Chile, na Argentina, no Equador, etc. etc. etc. Eu pesquisei, junto ao C30Club (forum internacional) com os membros de DIVERSOS PAÍSES antes de tirar minhas conclusões. O motivo realmente sério para diminuição da vida de uma correia dentada é CALOR EXTREMO, motivo pelo qual diminuiram de 100.000 milhas para 80.000 milhas a troca no TEXAS… Bem mais quente que o Brasil em geral, em especial o Sudeste, e ainda assim muito distante dos 60.000 km…

        Você também se engana achando que 60.000km é o tempo de troca “padrão” da correia dentada no Brasil. Este é o tempo herdado de nossas carroças (Fiat, Ford, cia.). Veja o prazo de troca de alguns SUVs por aí… Você, como a maioria do povo Brasileiro, por “saber” dessa “sabedoria popular” que correia dentada de troca com 60.000KM, é mais um dos enganados pela máfia das Concessionárias que se dá ao trabalho de MODIFICAR um plano de manutenção utilizado com segurança no mundo todo apenas para ROUBAR (isto mesmo ROUBAR) o seu cliente no Brasil. Eu, particularmente, acho isto uma vergonha.

        Outro aspecto que mostra um pouco de desconhecimento sobre mecânica em geral é o fato de você afirmar que a correia dentada é vistoriada para averiguar a necessidade de troca: isto quase não tem efeito, pois o desgaste das correias não é linear. Ela tem tempo de vida. Você pode averiguar a correia hoje, e não determinar nenhum desgaste aparente, e em uma semana ela arrebentar. Se esta inspeção fosse feita com ultrassom ou outras tecnologias mais avançadas, poderia fazer sentido. Duvido que seja. Mas ainda tem o rolamento e os tensionadores, estes cuja inspeção, não importa a tecnologia, é totalmente inútil. Não existe maneira de prever que um rolamento está para falhar (pesquise na internet). Portanto, a troca, novamente, deve ser feita pelo tempo de vida da peça. Que, corretamente está definido pela VOLVO no mundo todo como 100.000 milhas. No Brasil, como 60.000KM… Isto é 1/3 do tempo de vida “universal” da peça… Você ainda defende a Volvo?

        Ou você gosta de pagar o preço absurdo que a Volvo cobra na troca da correia dentada? Eu preferiria fazer um remap do C30 T5 e ganhar uns 40 cavalos para tentar brincar com minha BMW 130i na pista… 🙂 mas cada um gasta seu dinheiro como quer…

        Sinceramente achei seu post um pouco vexatório… Muito estranho porque o meu original estava cheio de dados pesquisados com muito cuidado. Por isso não entendi suas presunções em relação à minha pessoa. Se quiser me encontrar nos fóruns do C30 (ainda participo), procure por ‘loudenvier’ nos forums gringos, ou no da BMW aqui no Brasil: http://forumbmwbrasil.com.br/ (loudenvier também).

        Lá dá para conversar melhor e desfazer qualquer mal entendido pelo que se escreve na Internet, onde não dá para mostrar a “intonação” da frase, e as vezes parece ofensivo, sem ser de verdade. Se você morar perto do RJ, quem sabe não podemos trocar ideias de manutenção, e comparar o C30 T5 com a BMW 130i… Tem pontos que o C30 supera, outros que o BMW supera… Comparação interessante.

  6. Agora, quanto ao A3 te “bater” da forma que foi relatado, acredito ter havido algum problema na tocada do seu veículo. A diferança entre ambos é de quase menos de 1 décimo, e, na retomada de 60 a 100 o C30 bate o A3. O câmbio do C30 exige o Kick-down o tempo todo para ser responsivo… E há macetes para a largada que precisam ser usados… No autódromo aqui do RJ, quando ainda podíamos ir lá, o C30 andava ficava quase sempre empatado com o A3… Não me entenda mal, acho o A3 mais “carro” que o C30 mecanicamente falando, mas primordialmente pelo câmbio fabuloso… Mas ele não bate o C30 desta maneira, exceto se tiver um Kit turbo APR… aí é duro andar junto de uns 320cv… 🙂

    1. Eu respeito a sua opinião. Eu tive um dos primeiros T5 com 230 cvs do Brasil. Realmente, saindo da imobilidade, era um carro muito valente. Porém, retomadas, não tinha como não ficar atrás de maneira relevante. O câmbio que cresce só nas quatro primeiras marchas, automático e longo faziam o A3 abrir bem saindo de segunda, terceira e quarta marchas. De resto, só digo o seguinte: quando tive a chance de ter o A3, acabei escolhendo o C30 T5, apesar do A3 ser mecanicamente superior.

      1. Podemos acabar de ter identificado o problema… Os primeiros C30s tinham 220cv ao invés de 230cv… Isto faz realmente diferença quando são poucos segundos, e o câmbio do C30 recebeu, pelo menos, 2 atualizações de software neste período. Além disso a gasolina é um diferencial absurdo nestes testes… uma diferença de 15cv é fácil só pelo combustível em si. Não fosse pela falta de respeito da Volvo eu pegaria um C30 novamente, R-Design agora, ainda mais que os preços viraram de banana com a chegada do V40… mas não quero ficar na mão desses caras nunca mais!

    1. Vieram mais do que 4 T5 manuais! O problema é que ainda assim são raros. Tremendo carro, muito melhor para tocada esportiva que o automático. Porém, prefiro a 130i em todos os sentidos, menos o conforto, especialmente se for manual. Inclusive, eu tive o t5 automático e pulei para uma 130i!

    2. Tive um C30 e agora tenho uma BMW 130i… O Volvo é relativamente mais confortável mas a BMW espanca o Volvo em TODOS os demais aspectos. O Volvo é um carraço, mas não dá nem pra comparar! Se procura diversão e prazer ao volante não tem como fugir da maquina alemã.

  7. Swedish Auto Tech – Oficina Especializada Volvo
    swedishautotech.com.br

    Sim, Imagino que muitos problemas enfrentaram com a Volvo. Mas, ainda assim o carro tem uma história que precisa ser respeitada. A começar pelas próprias concessionárias que sucateiam seus equipamentos e colocam mecânicos inexperientes. O problema não está no carro muitas vezes e sim na reparação do mesmo. Se deseja uma alternativa convincente conheçam a Swedish Auto Tech (www.swedishautotech.com.br)

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