Audi R8 2013

Neste mês de julho a AUDI acabou de anunciar o facelift do Audi R8. Quando digo facelift, leia-se atualização do modelo esportivo top de linha da marca alemã, e não uma nova geração propriamente.

Em geral, em termos de perfumaria, o que o consumidor ganha? Novos conjuntos óticos (traseiro e dianteiro), algumas entradas de ar diferentes etc. Em suma, o R8 continua, na minha opinião, um carro lindo e sem exageros. Futurista, porém, não cansativo para os olhos. As novidades estéticas fizeram bem ao modelo, que já estava no mercado brasileiro desde meados de 2008 (inicialmente com a versão V8 e, posteriormente, com o V10 e V10 GT).

Na parte mecânica, finalmente a AUDI acoplou o câmbio de dupla embreagem DSG – S-tronic – no R8. Obviamente, os benefícios desse tipo de câmbio são notoriamente conhecidos. Já era hora de dar esse fôlego ao topo da marca. Com o DSG e o conjunto sublime do R8, o carro definitivamente marca o seu lugar na história dos carros esportivos. O câmbio mecânico continua disponível para os mais puristas, embora eu nunca tenha visto um R8 com essa caixa aqui no Brasil.

Quanto aos motores, ainda não foi dessa vez que vimos o R8 entrar na era dos motores sobre-alimentados, aliás, não há nem ao menos novidades relevantes nesse aspecto – o V8 de 430 HP e o V10 de 525 HP continuam presentes. A única novidade mesmo é a versão “plus” para o V10, que acrescenta 25 HP na equação. Definitivamente, com a caixa DSG e os 550 HP na versão “plus”, o R8 deve dar um salto considerável de performance e fazer frente aos irmãos Lamborghinis LP 550-2 e LP 560-4, bem como bater de frente com o Mercedes Benz SLS AMG.

Porém, não poderia deixar de fazer uma crítica!

Obviamente que a nova geração do R8, que deve sair daqui uns 2 anos e meio, vai sacudir o mercado, mas não é possível ignorar que hoje a equação de perfomance é tração integral + câmbio de dupla embreagem + motor sobrealimentado. A AUDI já tem um dos melhores câmbios de dupla embreagem e tração integral do mundo, mas falta acordar para o último elemento quando o assunto é o R8. Para aqueles que consideram performance um fator primordial na compra de um carro esportivo, não se engane, o Porsche 911 turbo e o Nissan GTR ainda são os líderes na categoria.

Além disso, a AUDI sempre estará em uma “sinuca de bico” com R8 por causa, justamente, da Lamborghini, marca irmã do mesmo grupo econômico. O R8 simplesmente não pode ser um carro completamente melhor do que uma Lamborghini LP 560-4 (um carro tremendamente desatualizado na minha opinião), por isso, o R8 acaba sendo “castrado” internamente, mesmo tendo potencial para ser um ótimo carro esportivo em todos os aspectos. Já não é de hoje que falo que o R8 tem um dos melhores chassis da categoria e, agora, com o DSG está muito próximo da perfeição.

Imagino apenas o estrago que o R8 faria se fosse equipado com o motor bi-turbo do AUDI RS6 com um tune-up para 590 – 600 HP?? Com sorte, veremos isso no modelo da próxima geração, isto é, dependendo muito dos planos da Lamborghini para a nova geração do Gallardo LP 560-4.

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