Mercedes Benz E 63 AMG (Facelift)

Da mesma forma que a BMW promoveu seu facelift para o BMW série 5, a Mercedes Benz não poderia ficar para trás. Se há um sedã médio que precisava urgente de uma renovação, na minha opinião, esse carro era a Mercedes Benz Classe E. O visual do carro até agora era muito comportado e antiquado para os padrões atuais de mercado.

Do ponto de vista estético, portanto, não há o que reclamar. O carro ficou um aspecto muito mais jovial e apelará para uma gama maior de compradores.


Entretanto, o que mais nos interessa especificamente são as versões AMG. Já em 2012, ainda na carroceria antiga, o E 63 abandonou o 6.2 V8 aspirado que todos nós aprendemos a amar em favor de um 5.5 V8 Biturbo, muito embora a nomenclatura “E 63” tenha continuado. O câmbio também evoluiu para o 7-Speedshift MCT, de dupla embreagem. Os números de performance até aí eram 518 Hp e 71 Kgfm de torque na versão standard e 550 Hp e 82 Kgfm de toque na performance package. Tudo isso sendo despejado nas rodas traseiras. O 0 a 100 Km/h ocorria em 4.4 segundos para o carro standard e 4.3 para os PP. Obviamente, a principal diferença de desempenho ocorria no 0 a 200 Km/h e, até mesmo, no 0 a 300 Km/h.


Para 2014, a Mercedes anabolizou ainda mais o E 63 que você vê nas fotos. Agora, os modelos são separados em standard e “S”. O standard passa a contar com 550 Hp e 73 Kgfm de torque, ao passo que o modelo “S” vem com singelos 582 Hp e os mesmos 82 Kgfm de torque da antiga PP. O motor 5.5 V8 Biturbo AMG gira 6500 rpm no E63.

 


O segundo grande diferencial agora é que a E 63 AMG poderá ser equipada com tração integral (4-matic). O modelo E63 AMG S 4-matic é capaz de fazer de 0 a 100 Km/h em 3,6 segundos (a título de comparação, um Porsche 911 Turbo PDK faz a mesma marca em 3,4 segundos), ou seja, tempo de carro super esportivo em um sedã que é capaz de acomodar 5 pessoas com conforto e com espaço razoável para bagagem!


Apesar de de ser um carro sobrealimentado por turbo, não há como deixar de elogiar o ronco grave vindo do escape do V8 AMG, ou seja, aquela velha desculpa que “os secadores de cabelo” abafam a melodia vinda do motor acaba de ser desmistificada pela AMG.


A caixa automática 7-speedshift, apesar de ser uma enorme evolução comparativamente à velha caixa com conversor de torque,ainda merece críticas no aspecto da sensibilidade aos comandos do motorista. A caixa poderia ser mais obediente segundo relatos ouvidos até o momento.


O peso total do E 63 AMG S 4-Matic fica na casa dos 1940 Kgs. O preço para o mercado europeu desse modelo é de 137 mil euros, enquanto que o modelo standard, sem a versão integral, fica na casa dos 117 mil euros.


Com o novo visual e com a praticidade do classe E, tenho receio que o modelo vá roubar mercado do CLS 63 AMG, o famoso sedã-coupé da marca, cujo apelo visual é seu grande triunfo. O público brasileiro fã de carros esportivos já tem o CLS como um dos modelos queridinhos do momento, haja vista o desempenho desses carros em alguns eventos promovidos pelo Brasil. A CLS 63 AMG performance package faz muitos super esportivos suarem a camisa nas provas de reta, muito embora continue sendo um “mamute” não exatamente apropriado para track-days.


Agora, a adoção da tração integral pela primeira vez em um carro (e não SUV) AMG nos convida a fazer uma reflexão: cada vez mais os carros esportivos ficam mais potentes e torcudos. Consequentemente, esse acréscimo de “força” exige mais “anjos eletrônicos” para que se possa dirigí-los. Quanto mais salvaguardas eletrônicas, mais pesados ficam os carros. Agora, o passo final foi dado – tração integral, afinal, de que maneira botar 580 Hp e 82 Kgfm de torque no chão por meio de apenas duas rodas?


O que aconteceu com carros puramente equilibrados? Carros bom por si só? Será que realmente precisamos de carros mais potentes e, por consequência, mais pesados; ou será que precisamos de carros mais leves e equilibrados, que envolvam mais o motorista no processo de condução? Se você me perguntar, eu prefiro a segunda opção.


Câmbio manual? Esqueça.

Carros mais leves? Impossível!

Aspirado? Não me faça dar risada…

Tração traseira? É… acho que é provável que essa seja mais uma página da história do automóvel que está sendo virada…


Tenho certeza que a BMW não vai ficar olhando a Mercedes colocar tração integral nos sedãs AMG e deixar o M5/M6  ficar para trás. Não me espantaria se já estivessem sendo desenvolvidas versões X-drive (tração integral) para os ///M sedãs. Enquanto isso, em Ingolstadt, só resta a Audi dar risada, pois, pelo menos nisso, sempre foram pioneiros com a tração Quattro.

 

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