MCLAREN EDITION MERCEDES BENZ SLR

Falar do Mercedes Benz SLR na coluna de novidades automotivas é, no mínimo, nostálgico. Falar que há uma MCLAREN EDITION do modelo é um tremendo pleonasmo, certo? Errado.

O SLR é um dos mitos automotivos lançado em meados dos anos 2000. Em 2004, vimos a primeira versão do carro, coupé, equipada com um motor 5.5 V8 com compressor, produzindo 617 Hp em um conjunto com 1693 Kgs.

Korncars Mercedes SLR Mclaren Edition 0

Em 2006, foi lançada a 722-Edition, tiragem limitada de 150 carros, com um incremento de potência para 641 Hp e peso reduzido para 1649 Kgs.

Em 2007, vimos surgir a variante roadster do modelo, com a mesma cavalaria do coupé normal, mas com 57 kgs a mais para compensar a perda de rigidez estrutural, assim como uma versão verdadeiramente radical, a 722 GT, pesando apenas 1300 Kgs, com 670 Hp e um novo câmbio (manual) de 5 marchas.

Em 2009, surgiu a Roadster 722 S, mais apimentada que a roadster “comum”; e uma edição mais do que especial do carro, a Stirling Moss, inspirada nos modelos pilotados na década de 50, com 200 Kgs a menos que uma Roadster, capaz de atingir velocidades acima dos 340 Km/h, tendo sido vendida somente para donos de SLR e com produção limitada a 75 unidades.

Korncars Mercedes SLR Mclaren Stirling Moss

O fato é que a SLR nunca teve o mesmo prestígio que os demais hypercars de sua época. Aliás, parece que o SLR sempre foi um projeto em conflito consigo mesmo. Se por um lado, o motor 5.5 V8 com compressor era incrível, o câmbio automático de 5 marchas deixava a desejar. Os freios eram altamente eficientes, mas pouco comunicativos aos comandos do motorista.  Se a aerodinâmica e visual do carro transpiravam esportividade, o peso elevado estava lá para azedar. Se a McLaren estava lá para fazer o tune-up da performance do carro, também estava a Mercedes Benz torrando a paciência falando de luxo e conforto.

Uma das perguntas que sempre me perdi tentando responder é se a SLR era realmente um carro esportivo agressivo, competidor dos míticos Ferrari ENZO e do Porsche CARRERA GT; ou simplesmente um GT. Trata-se de um instrumento afiado de condução ou um veículo para percorrer longas distâncias em altíssimas velocidades? No meu ver, aqueles que criticam o carro tendem a availiá-lo como um instrumento afiado de condução, ao invés de admirá-lo pelo grande GT que é.

Agora, em 2013, a McLaren parece querer enriquecer o legado da SLR, trazendo-a de volta à vida. Não, eles não vão fabricar novas SLRs! O Grupo de Operações Especiais McLaren resolveu criar um programa de customização para os proprietários do modelo. As modificações disponíveis no programa incluem desde novas saias e apêndices aerodinâmicos, assim como possibilidades variadas de pintura e acabamento interno do modelo.

Mecanicamente falando, a McLaren está com o discurso de que não quer “sacanear” com a confiabilidade e durabilidade dos componentes de performance do modelo original, porém, ainda assim, é possível aprimorar alguns detalhes. Algumas dessas modificações incluem alterações no difusor traseiro (aquele freio aerodinâmico traseiro, lembram?), um sistema de resfriamento mais eficiente (derivado daquele utilizado na versão Stirling Moss), um novo escape, bem como alterações na calibragem da direção do modelo, deixando-a mais direta.

Portanto, no departamento “viagra”, poucas coisas mudam. Estranho, especialmente se você considerar que os engenheiros da McLaren trabalharam no modelo original e o conhecem como ninguém.

Curiosamente, uma das marcas distintivas desse programa é que variados  componentes do carro, agora, recebem a marca “McLaren”, deixando claro onde efetivamente a montadora “pôs o dedo” no desenvolvimento do modelo original. Por exemplo, as pinças de freio têm escrito “McLaren”, assim como as grades laterais recebem o símbolo distintivo da marca.

A revista EVO teve a chance de dirigir um modelo customizado pelo programa recentemente. A grande vitória do programa é a melhoria na direção, que agora é mais direta, pesada e conecta melhor o motorista ao que se passa com o carro. De resto, em termos de performance, nada demais, afinal, não há nenhum acréscimo de cavalaria, mas apenas uma singela redução de 20 Kgs em virtude dos componentes de fibra de carbono do novo sistema de resfriamento e do novo escape mais leve.

Basicamente, o que a McLaren faz com o programa é tentar esconder o máximo parte “plush” da Mercedes Benz no carro. A nova direção e sistema de escapamento lidam com dois problemas do modelo original – a dirigibilidade pouco comunicativa através do volante e a falta de um ronco mais encorpado, que fizesse jus a aura de supercarro do SLR. Pena que não se aventuraram a mudar a caixa de câmbio automática de 5 marchas, dar um “tapinha” na cavalaria do modelo ou aprimorar os freios que, embora muito eficientes sob condições extremas, são muito chatos de modular no uso comum.

O custo do programa é de singelas 150.000 libras esterlinas. É um valor nefasto pelo que entrega e pelo custo do modelo que, na Inglaterra, já pode ser comprado por cerca de 120.000 libras esterlinas. Para trazer a discussão para o Brasil, convém mencionar que a SLR tem sido bem desvalorizada em solo tupiniquim. Se por um lado o Porsche CARRERA GT só valoriza, custando cerca de R$ 2 milhões ou mais, já é possível comprar uma SLR por menos de R$ 1 milhão.

Korncars Mercedes SLR Mclaren Edition IV Korncars Mercedes SLR Mclaren Edition I Korncars Mercedes SLR Mclaren Edition II Korncars Mercedes SLR Mclaren Edition III

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